Durante o Campus Party 2009, a Telefonica lançou a campanha Internet Sem Boicote, Já (site fora do ar), distribuindo camisetas e refrigerantes.
Enquanto esteve no ar, o site da campanha combatia veementemente qualquer tipo de restrição a internet do cliente por parte de uma operadora, seja no limite do tráfego da banda, seja a velocidade dessa banda. Textos didáticos ensinavam o que era a prática e até a burlar essas restrições, conhecidas como traffic shaping. Para atrair o público viciado em downloads, assumia o que todos sabem ser uma prática em rápida expansão: o download de músicas e filmes por parte de consumidores de banda larga, a tal “pirataria virtual“.
O objetivo aparente era prejudicar a NET, que tem sérios problemas com usuários contumazes por não reeinvestir o dinheiro que ganha em infra-estrutura, mas em publicidade.
Uma comunidade do serviço de redes sociais Ning, já apagada, reunia centenas de pessoas dispostas a combater o traffic shaping e compartilhar informações para pressionar as operadoras a não continuar com a prática.
Em anos no Brasil, esse talvez tenha sido o melhor posicionamento da empresa mais odiada do país, algo com chances de reconstruir parte do filme queimado sistematicamente desde 98. Pela primeira vez a Telefonica fez algo legal e inédito: ficou do lado de seus clientes.
Mas sem qualquer explicação, tiraram tudo do ar.
A principal questão que essa história toda levanta agora é:
A Telefonica vai começar a praticar traffic shaping?